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O Bioma Pampa, no Brasil, só existe no estado do Rio Grande do Sul. É composto na sua maioria por campos naturais férteis, muitas plantas, animais e uma biodiversidade associada tão rica quanto uma floresta tropical. Está sobre o maior manancial de água doce subterrânea do mundo, o Aqüífero Guarani. O Pampa abriga a cultura multissecular do gaúcho, que trespassa fronteiras internacionais no Conesul, sendo uma das mais antigas culturas americanas. Toda essa diversidade corre o risco de acabar. Empresas transnacionais estão implantando no Pampa grandes plantações de árvores exóticas, como eucaliptos, acácia e pinus. Estima-se que em uma década, mais de 1 milhão de hectares de terras gaúchas, em sua maior parte formadas por campos, estarão convertidas em monoculturas de árvores exóticas! Tudo isto com a diminuição do número de empregos nessas terras ocupadas, para que grandes empresas lucrem muito.
O lucro vai embora mas o estrago fica aqui! A expansão
das monoculturas de árvores exóticas
causará a extinção de inúmeras
espécies de animais e plantas da região.
Também reduzirá o abastecimento de
água, e transformará os solos gaúchos
num imenso areal. Aumentará o número de
insetos, ratos e cobras, comprometendo a saúde da
população a exemplo de danos no
Espírito Santo e no Uruguai.
Nós, abaixo-assinados requeremos que: se zele pela conservação do Pampa; que novos plantios de árvores exóticas só sejam licenciados após estudo de impacto ambiental e zoneamento econômico-ambiental, realizado de forma participativa com a população; novos plantios só sejam permitidos em municípios que já tenham construída a sua Agenda 21; novos plantios para abastecimento do mercado internos sejam feitos com bases ecológicas e descentralizadas; sejam incentivadas formas de geração de renda que respeitem as características ambientais, como agropecuária, agroecologia e agroindústria familiar. Este documento circulou pelo estado do Rio Grande do Sul, a partir do dia 30 de novembro de 2005. Caso queira imprimir para passar, escreva para: defesa@defesabiogaucha.org, solicitando o documento. |
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