As últimas décadas foram de grande penúria para o povo do campo. O poder do latifúndio, dirigido pelo agronegócio exportador, expulsou milhões de trabalhadores e trabalhadoras de suas terras, com a conivência de um modelo político que apóia a concentração da propriedade rural, que entre outras coisas, não implementa uma reforma agrária plena, concedendo a maior parte dos subsídios (crédito, infra-estrutura,...) para a grande empresa rural que expressa esse modelo criminoso.Uma grande ameaça instala-se no campo e se espalha, com suas conseqüências pelas cidades: a monocultura do pinus, da acácia, e especialmente do eucalipto - árvores exóticas - originando os chamados Desertos Verde. Essas monoculturas vêm se disseminando pelo Brasil, chegando em grande escala ao Rio Grande do Sul, colocando em risco, primeiramente o solo, mananciais de água e biodiversidade (o meio ambiente como um todo); conjuntamente afeta os demais direitos fundamentais dos seres humanos, tais como: alimentação, saúde, moradia, cultura, trabalho através da usurpação de terras, pela poluição das fábricas de celulose e uso de agrotóxicos, entre outros, o que gera a concentração da terra, o êxodo rural e a não produção alimentos. Segundo alguns empresários acadêmicos, governos e mídia, os principais argumentos para a defesa desse tipo de "desenvolvimento" são a geração de emprego nas fabricas e no campo e a importância do papel para a sociedade moderna. Isso é uma mentira, pois na realidade a geração de trabalho é maior quando há diversidade de culturas, e a produção e exportação de papel, pela importância que possa ter, não é o argumento mais relevante diante de toda a destruição causada por essa atividade. Destacamos que esse modelo de desenvolvimento monocultural, por ser tão prejudicial, não é mais adotado em países do primeiro mundo. Em oposição a esse modelo predador, somos a favor de atividades que respeitem os interesses dos povos, as características naturais e culturais de cada região, sua biodiversidade, à agricultura familiar e pequena propriedade, incentivando a produção agroecológica de alimentos, a pecuária, a reforma agrária recuperando a verdadeira função social da terra e que seja privilegiado o mercado interno. Diante disso, pedimos sua adesão a ARTICULAÇÃO ESTADUAL CONTRA DESERTO VERDE, para possamos fazer frente a essa grave ameaça que já está entre nós. VENHA JUNTAR-SE A NÓS!!! Nominata de Entidades que aderiram a Articulação Estadual Contra Deserto Verde CIMI; MARCHA MUNDIAL DE MULHERES; CUT/RS; NEA/UFRGS; PPGEA/UFRGS; DAIB/UFRGS; PROREX/UFRGS; DCE/UFRGS; GARRA; CPERS; VIA CAMPESINA/RS; MOVIMENTO DS TRABALHADORES DESEMPREGADOS; ESTEF; FIAN BRASIL; CÁRITAS/RS; MOVIMENTO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS/RS - MNDH/RS; CA DIREITO IPA; CAMP; PROFETAS DA ECOLOGIA; ECOJORNALISTAS; TERRA DE DIREITOS; CECA; CEBI; AGENTES DE PASTORAL NEGROS/RS; PASTORAL OPERÁRIA/RS; PETGEOGRAFIA/UFRGS; AGB/PORTO ALEGRE; CETAP; AGAPAN; ATTAC/POA; FEDERAÇÃO DOS METALÚRGICOS/RS; FEDERAÇÃO DOS SAPATEIROS/RS; FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM INDUSTRIAS DE ALIMENTAÇÃO/RS; FORUM ECOSSOCIALISTA; NÚCLEO ECOJORNALISTAS/RS * Em agosto 2006 |
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