Banco do Brasil aplica R$ 122 milhões no segmento florestal

04/01/2006

      O Programa BB Florestal foi criado no início de 2005 com o objetivo de incrementar a produção florestal no País. A previsão do programa é de financiar o segmento florestal em cerca de 150 mil hectares até 2009.

      O volume contratado no período de janeiro a novembro de 2005 já supera em 172% os R$ 45 milhões previamente estipulados para o ano. No período, foram realizadas mais de 4,2 mil operações, totalizando R$ 122,3 milhões contratadas em 14 estados do Brasil, com destaque para São Paulo, com financiamentos que somam R$ 65 milhões, e Rio Grande do Sul, com R$ 31 milhões.

      O programa dirige-se a toda cadeia do agronegócio, desde os mini e pequenos produtores da agricultura familiar até a agricultura empresarial. Além de florestas de cunho comercial, o Banco do Brasil financia a recomposição e manutenção de áreas de preservação e de reservas legais, contribuindo para a legalização de áreas que necessitem adequar-se à legislação ambiental.

(Informações do Banco do Brasil)

 

Papel de amido

04/01/2006

      Agência FAPESP - Na fabricação normal do papel, os produtores normalmente utilizam o talco (silicato de magnésio) para aglutinar as fibras de celulose. Essa técnica também é usada para garantir uma série de propriedades exigidas pelos consumidores.

      Na Finlândia, grupos de pesquisa das universidade de Helsinki e Joensuu e do Centro Nacional de Pesquisas Técnicas criaram uma alternativa ao uso do mineral na produção das folhas de papel. Eles desenvolveram uma substância a partir do amido da batata que, afirmam, se comporta até melhor do que o talco.

      Uma das qualidades anunciadas pelos finlandeses está no peso do novo produto. Os testes mostraram que, com o amido, uma folha chega a ter até 30% menos de massa. Isso, de início, diminuiria o custo da distribuição do papel da fábrica para os revendedores e pontos-de-venda. A falta de mineral nas folhas também faz com que as cores, durante a impressão, rendam mais, segundo os cientistas.

      Se os produtores poderão ganhar no futuro – o desafio agora é tornar a produção do papel à base de amido mais barata –, a grande vantagem do novo método está na questão ambiental. Com o amido no lugar do mineral, a reciclagem é facilitada. Isso porque todos os constituintes podem ser processados integralmente, o que não ocorre hoje.

      Os finlandeses já registraram três patentes relacionadas com o desenvolvimento do papel de amido. A expectativa, segundo o Centro Nacional de Pesquisas Técnicas, é de uma boa aceitação do novo produto. Além da utilização da substância à base de amido de batata no papel, outras aplicações poderão ocorrer, também, nas indústrias de plástico e de tinta.

Agencia Fapesp

Outras notícias
Página inicial

www.defesabiogaucha.org/noticias/not04012006.htm