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07/12/2005 O Rio Grande do Sul entrou com toda a força na rota dos megainvestimentos da indústria da celulose. O custo poderá ser a descaracterização definitiva do Pampa gaúcho. O maior temor dos ambientalistas é a possibilidade de ocorrer no Rio Grande do Sul o que aconteceu no Espírito Santo, Uruguai e também no Sul do Chile. Nestes lugares, os chamados desertos verdes reduziram a água disponível, extinguiram espécies e também empregos, pois as atividades foram todas mecanizadas. Os investimentos de três grandes indústrias de celulose no Rio Grande do Sul estão tirando o sono da maioria dos ecologistas gaúchos. Empresas estão comprando grandes quantidades de terra na Metade Sul para a monocultura de árvores exóticas. Vários órgãos ligados ao governo do Estado possuem informações diferentes sobre a quantidade de área que será utilizada. Nos próximos dez anos pode chegar a 1 milhão de hectares o total de áreas utilizadas para essa finalidade. A ex-professora de Educação Física Ana Camila Caringi, de 57 anos, costuma passar os fins de semana em seu sítio de oito hectares em Piratini (RS), na zona Sul do Estado. Como a família tem terras na região desde o século XIX, a ligação com o local é intensa. Desde a meninice em Pelotas ela adora a paisagem dos campos, as árvores dos capões, os arbustos e as múltiplas pastagens. O gado solto, os pássaros e os animais, como a coruja, que há tempos já não é mais vista por aquelas bandas. A rica diversidade biológica do Pampa faz dele uma espécie de Amazônia do Rio Grande. Um convívio mais freqüente com esta paisagem pampiana que forjou a cultura do gaúcho está nos planos de aposentadoria de Ana, que há 30 anos trabalha em Porto Alegre na Fundação de Atendimento Socio-educativo (Fase), a ex-Febem, como técnica de recreação. Mas de maneira inesperada, o sonho bucólico da gaúcha foi embaçado por uma imagem exótica: a plantação, em filas, de 256 hectares de eucalipto. O plantio uniforme, de uma grande indústria de celulose, apareceu ao lado da chácara da funcionária da Fase. As fileiras de mudas chegam bem perto da cerca do Sítio do Chico Pitangueira, tanto que a aplicação de dessecante químico intoxicou a família do capataz. - Eu não sou contra o progresso, mas estas monoculturas precisam
ser controladas -, suplica. Ana Carolina procurou o movimento ecológico
para tentar mobilizar a imprensa, que, segundo ela, só tem mostrado o
lado positivo das novas plantações industriais.
Investimentos pesados na Região Sul Os investimentos de três grandes indústrias de celulose no Rio Grande do Sul estão tirando o sono da maioria dos ecologistas gaúchos. Enquanto as empresas compram terras na Metade Sul e o órgão ambiental do Estado trabalha na elaboração do Zoneamento Ambiental da Silvicultura para disciplinar os plantios de pínus, eucalipto e acácia, ambientalistas alertam que as monoculturas de árvores, ao invés de desenvolvimento, podem aumentar a pobreza na Metade Sul e transformar a cultura do Pampa. O clima e o solo do Rio Grande do Sul são os principais atrativos para as grandes empresas de celulose. O tempo de rotação chega a ser até 10 vezes menor do que em países nórdicos. Em sete anos a árvore pode ser colhida. Além disso, há facilidade de acesso marítimo devido à proximidade do Porto de Rio Grande, domínio tecnológico para o manejo dos plantios e terras disponíveis. Calcula-se que entre 3% e 6% dos 15 milhões de hectares da Metade Sul poderiam ser ocupados pelas árvores exóticas. O principal temor dos ecologistas é com a possibilidade de ocorrer no Rio Grande do Sul o que aconteceu no Espírito Santo, Uruguai e também no Sul do Chile. Nestes lugares, segundo os ambientalistas, os chamados desertos verdes reduziram a água disponível, extinguiram espécies e também empregos, pois as atividades foram todas mecanizadas. O governo do Estado garante que as empresas só irão se instalar se cumprirem todas as normas ambientais, que ainda não foram definidas.
A ecologista Kátia Vasconcellos Monteiro, do Núcleo Amigos
da Terra Brasil, vê o incentivo às monoculturas de árvores
como um retrocesso para o Rio Grande do Sul. —O governo do Estado tinha
que incentivar a pecuária no Pampa. Um grupo de pecuaristas
inclusive já criou um selo para diferenciar a produção
da região. De todas as atividades econômicas, ela é a
que menos impacta e foi a que manteve os campos até hoje. O
José Lutzenberger já defendia isso -, defende a ambientalista
gaúcha.
Movimentos de ecologistas contra a monocultura Preocupados, os ecologistas gaúchos estão em contato direto com o chamado Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais, uma rede internacional com sede em Montevidéu, no Uruguai, e escritório na Inglaterra, que desde 1998 promove campanhas contra as monoculturas de árvores na América do Sul, África e Ásia. — Estas plantações nunca levam em conta a realidade local e sempre são instaladas com forte apoio dos governos -, avalia Ana Filippini, militante uruguaia da rede. Entre os danos ambientais denunciados pelo Movimento estão a degradação do solo, que geralmente fica descoberto nos dois anos após a plantação e nos dois anos depois da colheita, a erosão e a compactação gerada pelo uso de máquinas pesadas. Outro grave impacto, apontado por Ana Filippini, é a escassez dos recursos hídricos em função do alto consumo de água necessário para as monoculturas. No Sul do Chile, dois milhões de hectares plantados reduziram a disponibilidade de água para as comunidades. - O pior de tudo é que todas estas monoculturas de
árvores são implantadas apenas para satisfazer o
consumo insustentável de papel dos países desenvolvidos.
Uma pessoa chega a consumir 320 kg/ano nos Estados Unidos, contra
apenas 28 kg/ano no Brasil. Só que os impactos negativos ficam
com os países do Sul, como no Uruguai, onde foram plantados
700 mil hectares sem o retorno prometido pelas empresas e pelo governo
-, reflete Ana Filippini, do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais.
O termo reflorestamento é contestado No Brasil, também já existe um movimento contra as monoculturas, trata-se da Rede Alerta contra o Deserto Verde, com sede em Vitória, no Espírito Santo. — As grandes empresas de celulose estão comprando áreas brasileiras porque as terras e a mão-de-obra são mais baratas e as árvores podem ser colhidas rapidamente. Além disso, os governos, boa parte da academia e a imprensa apóiam -, analisa o holandês Winfridus Overbeek, um dos militantes da rede que acompanha os danos causados pelas plantações de pínus e eucalipto. Overbeek questiona os termos reflorestamento e plantio de florestas usados pela indústria da celulose. — Esta é uma simplificação grosseira. Áreas tomadas por pínus e eucalipto não são florestas, mas plantios industriais de árvores exóticas. Na verdade, são imensos desertos verdes -, compara o ecologista. O termo plantio de florestas foi importado da Europa, onde as florestas não têm a rica diversidade encontrada no Brasil.
No Espírito Santo, cinco rios foram desviados para abastecer o maior
complexo de produção de madeira para celulose do mundo.
Há, segundo Overbeek, escassez de água em diversas
comunidades. Outro problema acompanhado pela rede é o aumento
do desemprego nestas regiões ocupadas pelas plantações
de árvores exóticas. — Muitos desempregados estão
sobrevivendo dos restos dos eucaliptos, que usam para produzir carvão.
Eles são perseguidos pelos seguranças privados e pela
polícia -, relata.
Tecnologia e omissão dos riscos A chegada da Stora Enso no Rio Grande do Sul tem espantado o jornalista Júlio César Prates, do jornal A Hora de Santiago. Ele conta que existe uma euforia na região em função dos investimentos que a empresa vem realizando. - Só em Santiago, eles já compraram 9.800 hectares de fazendas, e estão seduzindo a mídia regional que nada publica sobre os riscos ambientais destas monoculturas. Também estão comprando terras em São Francisco de Assis, Manuel Viana, Alegrete e Cacequi -, relata o jornalista. Para o presidente da Comissão de Agricultura do Rio Grande do Sul, Elvino Bohn Gass, as monoculturas de árvores estão sendo vendidas pelo governo do Estado como uma salvação, da mesma forma que aconteceu com o capim Anoni e a soja transgênica. - A pobreza da Metade Sul se deve à baixa diversidade produtiva e à concentração de terra. A solução não pode ser mais uma monocultura e a concentração de terras na mão de grandes empresas de celulose -, questiona o deputado petista. - O governo do Estado está trabalhando para garantir projetos de florestamento com sustentabilidade. Estamos exigindo o cumprimento da legislação ambiental -, garante o agrônomo Floriano Isolan, coordenador do Comitê Executivo do Arranjo Produtivo de Base Florestal do Rio Grande do Sul, criado em dezembro de 2004. - Este é um caminho que estamos encontrando para mudar a
capacidade de rentabilidade da terra na Metade Sul, a região mais
pobre do Estado -, justifica o secretário do Desenvolvimento e dos
Assuntos Internacionais, Luis Roberto Ponte.
Zoneamento disciplinará plantio O diretor da Divisão de Planejamento e Diagnóstico da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Jackson Muller, anunciou aos ecologistas gaúchos que em quatro meses será concluído o levantamento de dados para o Zoneamento Ambiental da Silvicultura. O estudo vai dizer onde e como podem ser plantadas e manejadas as árvores exóticas. De acordo com as estimativas do órgão, a Aracruz, a Votorantim e a multinacional sueca-finlandesa Stora Enso juntas pretendem plantar 160.000 hectares de árvores exóticas nos próximos dez anos. A Fepam determinou à empresa que continue desenvolvendo projetos para diminuir os impactos negativos da atividade. Os dados da Fepam são diferentes das informações divulgadas pelo próprio governo do Estado. De acordo com as notícias publicadas no site da Caixa RS (www.caixars.com.br), a área plantada com árvores exóticas - pínus, eucalipto e acácia negra - no Rio Grande do Sul deve subir para um milhão de hectares nos próximos dez anos. Além das plantações financiadas pelo ProFlora, também estão previstos plantios próprios das empresas Votorantim, Aracruz, Stora Enso, Isdra, Satipel, Cambará, Unidos, Tanac e Seta. (Por Roberto Villar Belmonte, no Jornal ExtraClasse - Sinpro/RS, 07/12) |
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07/12/2005 A produção florestal do país somou R$ 8,5 bilhões em 2004. A maior contribuição veio das florestas plantadas (62%), seguida pelos produtos coletados em vegetação nativa espontânea (38%). Os produtos madeireiros representaram 84% do valor da produção extrativa vegetal. Os dados são da Pesquisa da Produção Vegetal e da Silvicultura, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo mostra a variação da produção florestal entre 2003 e 2004 e os principais estados e municípios produtores na temporada do ano passado. A produção de resina vegetal foi a que mais cresceu (4,77%) na área das florestas plantadas, de um ano para o outro, saltando de 50,957 mil toneladas para 53,390 mil toneladas. Já o volume de madeira produzida nessas áreas caiu 12,22% em relação a 2003. Entre os produtos coletados em vegetação nativa espontânea, a piaçava foi a que mais se destacou em 2004. A produção aumentou 25% em relação a 2003, totalizando R$ 506,96 milhões. Em seguida vieram o babaçu, com 19%; a erva-mate, com 15%; e o açaí, com 12%. De acordo com a pesquisa, a produção de todos os derivados madeireiros recuou em 2004. A lenha caiu 0,13%; o carvão vegetal, 1,85%, e a madeira em tora, 7,55%. Dos 34 produtos não-madeireiros pesquisados, 15 aumentaram a produção entre 2003 e 2004, cinco mantiveram o mesmo nível e 14 tiveram queda. O item com maior aumento foi o de aromáticos, medicinais, tóxicos e corantes, que superou em 66,5% a produção do ano anterior. A fibra de buriti foi o segundo produto com maior aumento (36,67%). As perdas cobertas por seguros, segundo os dados do estudo, foram de mais de US$ 70 bilhões. Segundo a Fundação Re de Munique, os números são significativamente superiores aos de 2004, até agora o ano em que mais se gastou com desastres meteorológicos, quando as perdas econômicas foram de US$ 145 bilhões e as asseguradas totalizaram US$ 45 bilhões. As razões do aumento das perdas são parcialmente resultado do maior número de furacões e tempestades tropicais nunca visto desde o início dos registros, em 1850. A instituição alemã indicou que o aumento é parte de uma tendência mantida que está sendo vinculada por muitos no setor de seguros à mudança climática devido às emissões de gases. O setor de seguros também considera o aumento de grandes tempestades tropicais no Atlântico e no Pacífico --até 50% maiores que nos anos 1970-- as maiores chuvas registradas em Mumbai, na Índia, e o primeiro furacão que se aproximou do território europeu. Thomas Loster, diretor-executivo da Fundação e membro da Iniciativa Financeira do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), disse que há fortes indícios nesses números que vemos como prognósticos de prováveis impactos da mudança climática. Loster afirma que o custo de outros desastres naturais comparados aos meteorológicos é muito superior. - Não queremos desvalorizar a tragédia humana de terremotos como o recente do Paquistão, que podem matar milhares de pessoas ao ano. Mas nossas conclusões indicam que é o custo dos desastres relacionados com a meteorologia que está aumentando - explicou. (A Gazeta - 07/12) |
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07/12/2005 O presidente do FSC (Forest Stewardship Council, em inglês) - Conselho Diretor do Conselho de Manejo Florestal no Brasil, Rubens Gomes, pediu nesta quarta-feira (7) na abertura da 4ª Assembléia Geral do FSC, em Manaus (AM), que os 317 delegados, vindo de 60 países, apóiem o Projeto de Lei 4.776, que trata da Gestão de Florestas Públicas. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e aguarda votação no Senado. Ele institui o mecanismo de concessão florestal: autorização a particulares para utilizar, de forma sustentável, os recursos florestais em áreas públicas durante um prazo máximo de 40 anos. Hoje o grande entrave legal ao aumento da área de manejo florestal certificado no país é que 75% da Amazônia é composta de florestas públicas, cuja exploração por particulares só pode acontecer por processo de licitação (que não inclui fatores ambientais na concorrência e limita o prazo dos contratos a cinco anos). "Precisamos criar dificuldades para a exploração ilegal e facilidades para as boas práticas de manejo. No fim desta assembléia, peço que tenhamos um grupo de trabalho ou uma moção de apoio à aprovação e, mais importante, implementação deste projeto de lei. A Amazônia não pode virar um deserto porque não tivemos força política suficiente para defendê-la", alertou Gomes. O FSC surgiu em 1993, da iniciativa de 26 países - hoje esse número está em 66. A instituição desenvolve princípios e padrões para certificação florestal (o chamado Selo Verde). A cada três anos, seus 620 membros - que se dividem nas câmaras social, ambiental e econômica - devem se reunir para reavaliar e discutir esses princípios, a fim de aumentar o número de florestas manejadas no mundo. Hoje, são pouco mais de 67,1 milhões de hectares de floresta certificada em 65 países - quase metade dessa área está localizada na Europa. No Brasil, o FSC foi criado em 2002. Atualmente, há quase 3,6 milhões de hectares de floresta brasileira com Selo Verde, manejadas por 62 empresas e grupos comunitários localizados no Acre, Amazonas, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Além disso, 182 indústrias processadoras no país possuem a certificação da cadeia de custódia (do beneficiamento da matéria-prima florestal). Esses dados incluem manejo de recursos madeireiros e não-madeireiros, realizados em florestas nativas e plantadas. É a primeira vez que a Assembléia Geral do FSC acontece fora do país-sede: as duas primeiras foram no México; a última, na Alemanha (países-sede atual). O evento irá até sexta-feira (9). (Thaís Brianezi/ Agência Brasil |
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07/12/2005 Das 62 unidades de manejo florestal no Brasil que possuem o chamado Selo Verde - ou seja, foram certificadas de acordo com os critérios estabelecidos pelo Conselho de Manejo Florestal FSC (Forest Stewardship Council) - apenas nove são exploradas por associações comunitárias. A certificação é um processo não sai por menos de R$ 7 mil para os empreendimentos comunitários, conhecidos pela sigla Slimf (Small and Low Intensite Manage Forest ou Manejo Florestal de Pequena Escala e Baixa Intesidade). O dado foi fornecido pelo diretor de qualidade da empresa certificadora sueca SGS, com sede na África do Sul, Michal Brink, que está em Manaus participando da 4ª Assembléia Geral do FSC, aberta ontem (7). O secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Virgílio Viana, afirmou que a Agência de Florestas do Amazonas (Afloram) apoiará certificações em grupo, para diminuir o custo e viabilizar o aumento do número de associações comunitárias certificadas. No Brasil, além a SGS, outras duas empresas privadas estrangeiras (a holandesa Skal e a norte-americana FCF) e uma organização não-governamental nacional (Imaflora) possuem autorização do FSC para fornecer o Selo Verde. No mundo todo, 15 empresas são certificadoras credenciadas. A SGS é a maior delas, responsável por 40% da área florestal certificada do planeta (que somam pouco mais de 67,1 milhões de hectares). —A certificação é uma grande possibilidade de inclusão social-, declarou o presidente do Conselho Diretor do FSC no Brasil, Rubens Gomes. Ele representa a Rede Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), que reúne 602 sindicatos, associações comunitárias, cooperativas e organizações não-governamentais da Amazônia. Gomes também coordena a Oficina Escola de Lutheria do Amazonas (Oela), uma organização não-governamental sediada em Manaus que se dedica ao ensino da construção de instrumentos musicais (lutheria) e de pequenos objetos de madeira decorados (marchetaria), utilizando apenas madeira certificada. Os instrumentos musicais produzidos pelos aprendizes da Oela possuem certificação da cadeia de custódia (selo fornecido para o processo de beneficiamento da matéria-prima florestal). -Nós escrevemos projetos e captado recursos com financiadores internacionais para cobrir os gastos da certificação. O Selo Verde agregou valor ao nosso produto-, afirmou a instrutora de lutheria Antônia Francinéia Souza. Hoje há 49 jovens entre 14 e 21 anos aprendendo lutheira na entidade - e outros oito que já concluíram o curso de 18 meses continuam freqüentando a Oela para confeccionar seus instrumentos. - A gente trabalha por encomenda. Há meses em que vendemos três violões, há meses em que não vendemos nada. Em média, produzimos oito instrumentos por mês, contou a instrutora. Além disso, segundo Virgílio Viana, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) planeja adotar o parecer de instituições certificadoras independentes autorizadas pelo FSC no processo de emissão de autorizações de planos de manejo. Isso evitaria casos como as das duas empresas madereiras com Selo Verde no Amazonas - a Mil e a Gethal - que neste ano foram obrigadas a assinar termos de ajustamento de conduta com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para ter a exploração madeireira autorizada (já que não conseguiram comprovar a regularização fundiária da área onde atuam). (Agência Brasil, 7/12) |
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www.defesabiogaucha.org/noticias/not07122005p2.htm