Consumo de celulose deverá crescer 6% em 2006

09/12/2005

celuloseonline
Luana Vianna

      (São Paulo) - Segundo dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), a produção de celulose no país deve subir até 6% no próximo ano. Em 2005, fechará com crescimento de 4%, com produção de 10 milhões de toneladas. As exportações deverão crescer 18,6%, atingindo US$ 3,2 bilhões.

      Segundo o presidente da entidade, Osmar Zogbi, a produção de celulose deverá crescer em 2006 de 5% a 6% e produzirá 10,6 milhões de toneladas de celulose, destinadas basicamente à exportação. A previsão de crescimento maior que este ano considerou o preço da celulose estável no mercado internacional. "Todas as perspectivas mostram a manutenção dos preços, não há grandes aumentos de produção. Houve fechamento de algumas unidades, nos EUA e Europa, mas o aumento de produção foi compensado pela Veracel e CMPC. A China, que é um grande consumidor do produto, também deve subir em 2006 mais que este ano", afirmou.

      Já o papel não terá aumento expressivo na produção, mas o consumo no mercado interno deverá aumentar 4%. "Não temos projetos para essa área no ano que vem, mas o consumo de papel doméstico deve subir, em função do ano eleitoral e da redução de estoques no país", disse Zogbi.

      O cenário para os investimentos em fábricas de papel continua tímido, em razão do dólar fraco e mercado interno desaquecido. "Temos apenas uma máquina anunciada no ano que vem, o que é muito pouco. O Brasil está perdendo a corrida. Só esse ano, a China já fez quatro grandes unidades", afirmou Zogbi.

      A entidade espera para 2006 novos e já definidos investimentos na produção de celulose. "Mas no setor de papel, os investimentos não estão tão definidos", disse Zogbi. Segundo a Bracelpa, a indústria de papel deverá fechar 2005 com 8,6 milhões de toneladas, crescimento de 2% sobre 2004.

      A alta carga tributária, principalmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o fraco desempenho do mercado interno e o real valorizado frente ao dólar, foram os vilões do setor este ano. Para Zogbi, a carga tributária pesada e a demora para seu reinvestimento no setor produtivo atrapalharam o desempenho. "Dólar bom é aquele que permite as empresas realizarem novos investimentos. Todos esses obstáculos prejudicam a indústria brasileira como um todo', disse.

      O Ebitda (lucro antes de impostos, amortizações e depreciações), em 2005, deve cair 15% em relação a 2004, tanto para papel quanto para celulose. "Isso significa redução no potencial de investimentos. Os que poderiam ser anunciados agora, provavelmente só serão feitos em meados do ano que vem", finalizou.

 

Setor C&P deve crescer 22,3% em 2005

08/12/2005

celuloseonline
Luana Vianna

      (São Paulo) - A indústria brasileira de celulose e papel deverá crescer 22,3% este ano, um superávit de US$ 2,6 bilhões em relação a 2004, segundo estimativas da Associação Brasileira de Celulose e Papel - Bracelpa. Os dados foram divulgados hoje, no almoço de confraternização da entidade, em São Paulo.

      Segundo o diretor presidente da Bracelpa, Osmar Zogbi, o desempenho do setor pode ser atribuído às exportações, que deverão alcançar os US$ 3,5 bilhões até o final do ano, um volume 18,6% maior do que no ano passado. Já as importações devem chegar aos US$ 820 milhões, cifra 8,2% superior à registrada em 2004.

      Os principais mercados para exportação de celulose foram a Europa (50%), Asía (25%) e América do Norte (23%). Já o papel teve a América Latina como principal mercado, com 45%, seguida da Europa (28%), Ásia (14%) e América do Norte (8%).

      A Bracelpa estima que a produção brasileira de celulose alcance 10 milhões de toneladas em 2005, um incremento de 4% em relação ao ano passado. As projeções são mais otimistas para 2006, com um crescimento produtivo de 5% a 6%. Já a produção de papel em 2005 deverá atingir 8,62 milhões de toneladas, um aumento de 2% em relação ao ano anterior.

      O consumo de papel no mercado doméstico deverá crescer 4% em 2006, impulsionado pelas campanhas eleitorais. Este ano, o crescimento do consumo interno foi de 2,3%.

      Em relação ao desempenho comercial do setor de C&P em 2006, Osmar Zogbi preferiu não apresentar estimativas por conta das incertezas em relação ao comportamento do câmbio. Mesmo assim, acredita que o mercado será favorável, com crescimento das exportações e a estabilidade de preços. "Estamos otimistas. A economia mundial está crescendo, o que reflete na exportação de celulose", disse Zogbi.

      Por conta da valorização do real em 2005, Zogbi acredita que a geração de caixa da indústria, no geral, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), deve cair aproximadamente 15% em relação a 2004.

      Números do setor em 2005

Empresas: 220
Área plantada: 1,6 milhões de hectares
Exportação: US$ 3,5 bilhões
Saldo Comercial: US$ 2,6 bilhões
Impostos pagos: R$ 2,1 bilhões
Empregos Diretos: 108 mil
Ranking mundial:

    7º celulose de todos os tipos

    1º celulose fibra curta de mercado

    11º papel

Produção:

    celulose: 10 milhões de toneladas

    papel: 8,6 milhões de toneladas

Participação no PIB: 1,4%

 

Preços das fibras longa e curta caem no mercado

07/12/2005

celuloseonline

      Os preços da tonelada da celulose de fibras longa e curta baixaram no mercado internacional, no período de 30 de novembro a 6 de dezembro. O valor da tonelada da fibra curta caiu 0,23% no período, passando de US$ 589,96 para US$ 588,60. A alta acumulada desde o início de 2005 é de 12,49%.

      A tonelada da fibra longa caiu de US$ 600,72 para US$ 598,74, uma redução de 0,33%. A baixa acumulada desde o final do ano passado é de 3,61%. Segunda dados divulgados hoje pela empresa finlandesa Foex, o mercado passa por ajustes, com redução da produção e do nível de estoques. Porém, as boas notícias em relação ao crescimento da produção derrubaram os preços do produto.

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