|
10/01/2006 A guarnição de bombeiros de Livramento controlou, no fim da tarde de ontem (9/1), um incêndio iniciado no sábado (7/1) em área cultivada com eucaliptos em Palomas. O fogo atingiu 80 hectares. Em dois momentos, as chamas foram dadas como controladas, mas os soldados precisaram retornar devido ao surgimento de novos focos. Os bombeiros tiveram de enfrentar o vento que soprou forte na tarde de domingo, facilitando a propagação das chamas. (CP, 10/1) |
|
09/01/2006 O Banco do Brasil está oferecendo através de uma linha especial R$ 5 milhões para o plantio de florestas de eucalipto. Segundo o gerente de Agronegócios do BB no Rio Grande do Sul, José Kochhann Sobrinho, os recursos estão sendo disponibilizados pelo Pronaf Florestal e podem ser ampliados no decorrer de 2006 se houver demanda. "Vai depender da procura, mas estamos otimistas", afirmou o gerente. Para isso, o banco conta com a realização de convênios e parcerias. "Estamos, por exemplo, em tratativas com a Fundação Universidade Federal de Rio Grande", adiantou. (JC, 09/01) |
|
09/01/2006 O grupo ecológico Greenpeace e uma comunidade de "vizinhos" de Gualeguaychú, cidade da província de Entre Rios, na Argentina, estão mobilizando populações locais e do Uruguai, principalmente as localizadas em Fray Bentos, município próximo a Gualeguayachú, para impedir o funcionamento das plantas de celulose Botnia e Ence, sobre o Rio Uruguai, que abastece ambas as cidades. O caso já virou crise diplomática entre o Uruguai e a Argentina, que há poucos dias bloqueou uma estrada de acesso a regiões turísticas do Uruguai, em protesto. O governo do Uruguai ratificou sua posição de seguir adiante com o projeto industrial, mas o governo argentino está receoso dos impactos ambientais que poderiam ser gerados com o projeto, e quer que as plantas sejam avaliadas por especialistas de ambos os países, conjuntamente, quanto aos seus impactos ambientais. A discussão, que agora se torna aguda, não é de hoje nem de ontem. Há mais de três anos estão sendo feitas advertências quanto aos planos das chamadas "papeleiras" que as empresas Ence, da Espanha, e Botnia, da Finlândia, querem instalar no Uruguai, bem perto da província de Entre Rios. Organizações ambientalistas de ambos os países estão unindo-se, num forte movimento de oposição, e inclusive gerando estudos que mostram os impactos ambientais decorrentes das papeleiras, especialmente do lado argentino. Durante todo o tempo das discussões, os governos argentino e uruguaio esperavam que a polêmica esfriasse, apostando que as pessoas desistiriam de sua mobilização. A representação do Greenpeace na Argentina considera fundamental a posição assumida pela chancelaria daquele país, segundo a qual deve ser adotada uma agenda comum, prioritária, entre Argentina e Uruguai, para gerenciar questões de poluição referentes ao Rio Uruguai, respeitando-se acordos bilaterais. Uma das mobilizações mais intensas aconteceu no final de abril do ano passado, quando 40 mil pessoas abraçaram simbolicamente o rio, unido as partes da ponte que ligam Gualeguaychú a Fray Bentos, a poucos quilômetros onde estão sendo instaladas as plantas industriais. Apesar de múltiplas promessas de modernização das fábricas, em termos de controle e tecnologias ambientais, as plantas que estão sendo propostas para instalação em Fray Bentos são as mesmas que, em toda parte do mundo, recebem questionamentos sobre seus impactos ambientais e são cada vez mais acuadas por legislações que impõem limites à contaminação. Conforme o Greenpeace da Argentina, um dos principais problemas das plantas de ceulose e papel é o despejo de organoclorados nos rios e demais cursos d água. São compostos que afetam a vida aquática e se armazenam nos tecidos adiposos (gorduras) dos organismos, tendo efeito biocumulativo ao longo da cadeia alimentar. Em seres humanos, causam transtornos no sistema imunológico, nervoso e reprodutor. Entre os organoclorados identificados nos efluentes desse tipo de empresas, há numerosos compostos cancerígenos e mutagênicos. O Greenpeace assinala que as plantas de celulose que pretendem se instalar em Fray Bentos representan o dobro da capacidade de produção atual de pasta de papel que a Argentina possui, pulverizada entre uma dezena de empresas. Isto significa alta concentração de contaminantes em Gualeguaychú, daí a necessidade de, conforme a ONG, de o governo argentino manter-se firme e exigir que o Uruguai cumpra o Estatuto do Rio Uruguai, o qual trata de questões de preservação. O Greenpeace também advoga que os governos de ambos os países requeiram instalações modernas, para que as empresas que se instalarem na região sejam ambientalmente sustentáveis. O Greenpeace quer que as plantas adotem um plano de produção limpa, explorando florestas sustentáveis, operando com processos não tóxicos - com tecnologias livres de efluentes - e com o máximo de reciclagem de produtos de papel. Este plano inclui:
(Informações do Greenpeace) |
|
07/01/2006 Os ecologistas Kátia Vasconcellos, do Núcleo Amigos da Terra Brasil, e Fernando Calazans, representante da ONG Rede Brasil Alerta Contra o Deserto Verde, debateram, na semana passada, a possibilidade de o Estado do Rio Grande do Sul ter um "deserto verde", devido ao cultivo de monocultura de árvores exóticas. O debate foi transmitido na manhã de domingo (8/1), na Rádio Guaíba AM 720 kHz, durante o programa Guaíba Ecologia. (CP, 7/1) |
|
05/01/2006 Os habitantes da cidade de Gualeguaychú, na província de Entre Rios na Argentina, estão desenvolvendo diferentes ações para mostrar o seu desacordo com a instalação de duas fábricas de papel no outro lado da fronteira, demarcada pelo rio Uruguai. Uma das últimas medidas foi o lançamento de uma página na internet (www.noalapapelera.com.ar). Lá os visitantes podem ver logo no início o tom proposto. "De que lado estais?", é a frase de abertura do website. É através dessa página que a Assembléia Ambiental Cidadã de Gualeguaychú está convidando todos os interessados a conhecerem suas posições no movimento já denominado "cruzada". Ali podem ser encontradas as últimas notícias publicadas na imprensa argentina e uruguaia sobre a polêmica. O site também está disponibilizando uma lista de 16 documentos, entre eles o "Estatuto do Rio Uruguai", "Impactos da produção de papel, Greenpeace Argentina" e até uma avaliação sobre os impactos ambientais dos empreendimentos preparado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento. Os principais objetivos da ação na Internet é a obtenção de apoio em outras regiões do país e até fora dele, inclusive no próprio Uruguai, onde o volume dos investimentos (quase US$ 2 bilhões) ajudou a conquistar a simpatia da população pelos projetos. Ao mesmo tempo, outras ações de protesto vem sendo referenciadas e referenciando a "cruzada" contra as "papeleras". O weblog elaguamanda.blogspot.com documenta a aventura realizada por um fotógrafo, um publicitário e um jornalista que estão percorrendo de caiaque essa região do Rio Uruguai. A proposta da aventura, prevista para durar dois meses, é documentar as belezas naturais do rio e também protestar contra as fábricas que estão sendo construídas em Fray Bentos, cidade uruguaia que fica no outro lado da margem, em frente a Gualeguaychú. (Com informações do Clarin 05/01/06) |
|
|
www.defesabiogaucha.org/noticias/not11012006.htm