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14/12/2005 A Prefeitura de SantAna do Livramento, em conjunto com a Assembléia Legislativa do RS, está realizando o II Seminário Florestamento e Oportunidades na Metade Sul do Estado. O evento está marcado para hoje (15/12), às 19h30min, na sede da AABB. Segundo o chefe do Departamento de Indústria e Comércio do município, Francisco Ferrão, o seminário está sendo desenvolvido em decorrência da forte perspectiva de instalação de uma nova fábrica de celulose no RS. - Logo que o governo municipal tomou conhecimento do interesse de uma grande empresa da área da celulose de se instalar na Metade Sul do Estado, o prefeito Wainer Machado determinou que articulássemos um encontro, reunindo representantes de toda a cadeia produtiva da celulose-, explicou Francisco Ferrão, afirmando que a realização do seminário culminou também com uma proposta apresentada à cidade pelo deputado estadual Berfran Rosado (PPS). O prefeito Wainer Machado recebeu na terça-feira (13/12) o convite para realizar a abertura do seminário. - Segundo os especialistas, o florestamento é a grande perspectiva econômica para a nossa região. Por isso, Livramento não pode ficar para trás diante desta nova realidade que se vislumbra para nós -, disse o prefeito municipal. Para o seminário de hoje está prevista a discussão sobre três temas: florestamento como alternativa de desenvolvimento, linhas de crédito para a sivicultura e aspectos ambientais das florestas plantadas. Entre os participantes já está confirmada a vinda de diretores de três grandes empresas que atuam no setor: Aracruz, Votorantin e Stora Enso. - Os produtores santanenses não podem perder esta oportunidade de conhecer esta nova possibilidade de investimento-, disse Francisco Ferrão, que está como responsável pela organização do seminário. Segundo ele, estão sendo aguardadas cerca de 150 pessoas. - O seminário é destinado a produtores e empresários interessados em conhecer e investir no ramo do florestamento. Aqueles que quiserem participar devem fazer contato com a Secretaria Municipal de Turismo, pelo telefone 3242-1970 -, informou. (A Platéia, 14/12 |
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14/12/2005 Aprovado Projeto de Lei nš 27/05, de autoria do deputado Afrânio Boppré (P-SOL), que dispõe sobre os reflorestamentos com espécies exóticas, que para fins de consumo e/ou comercialização deverão obedecer ao Zoneamento Agroecológico e Sócioeconômico do Estado, elaborado pela Epagri, ao aproveitamento de áreas com solos desprovidos de aptidão agrícola, definidos no Zoneamento Agroecológico e Socioeconômico, e à efetiva comprovação da averbação da área de reserva legal, existentes ou a recuperar, excluindo-se a mesma, assim como as APPs (Áreas de Preservação Permanente), das áreas passíveis de reflorestamento com espécies exóticas. O infrator fica obrigado a recuperar a área e aplicar 10% do montante do preço de mercado de floresta plantada indevidamente em programas de educação e recuperação ambiental, distribuídos durante cinco anos consecutivos. No domínio da Mata Atlântica vivem mais de 100 milhões de brasileiros, onde estão presentes importantíssimos mananciais aquáticos, do seu solo é retirada grande parte dos nossos alimentos, sua vegetação cumpre papel fundamental na manutenção do clima, e do seu interior são retiradas inúmeras substâncias medicinais. Trata-se, portanto, de um bem natural imprescindível para o país, diz a justificativa. Entretanto, apesar do seu reconhecimento mundial pela comunidade científica e de ser considerada patrimônio nacional pela Constituição Federal (parágrafo 4o do Artigo 225), a Mata Atlântica, em nome de um desenvolvimento econômico que tem sido invariavelmente desigual socialmente, continua sendo paulatinamente devastada. Santa Catarina, que originalmente era quase totalmente coberta pela Mata Atlântica, hoje preserva apenas 17,5% de remanescentes dispersos fragmentadamente. Além da derrubada da vegetação nativa, há preocupação com a introdução de espécies vegetais exóticas. Sob o pretexto de aumentar a área reflorestada, muitos empreendimentos plantam pinus e eucalipto, espécies que se adaptam bem às condições locais, mas com as quais os seres vivos nativos não se adaptam bem. O pinus, além disso, possui um alto potencial de dispersão espontânea em áreas adjacentes, sendo considerado pela ecologia o maior contaminante biológico conhecido, fator este que, atrás da destruição dos habitats, é o segundo maior responsável pela extinção de espécies. (Alesc, 14/12) |
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14/12/2005 A International Paper intensificou neste ano o programa de parcerias florestais em Três Lagoas (MS), que teve início em 1996. O programa oferece uma nova alternativa para as propriedades rurais ao mesmo tempo em que contribui para o meio ambiente. Na região, que era quase exclusivamente voltada para a pecuária, diversos fazendeiros já visualizaram no programa uma nova fonte de renda. Além disso, em todas as parcerias são demarcadas áreas de reserva legal e preservação permanente. Em 2005, as parcerias foram responsáveis pela regularização de uma área total de 1.400 hectares de reserva legal. Para o próximo ano, esse número deve chegar a 3.400 ha, além das Áreas de Preservação Permanente. Só neste ano, foram fechados 7 mil hectares para as parcerias, contra 2.900 acumulados até o ano passado. A projeção é que, a partir de 2006, sejam fechados 10 mil hectares de novas parcerias por ano. Ainda em 2006, está previsto o início do Programa de Fomento Florestal, no qual a International Paper fornece as mudas, empréstimo de implementos e a assistência técnica para que os produtores desenvolvam a cultura do eucalipto em suas propriedades. A parceria florestal da International Paper em Mato Grosso do Sul visa a formação de florestas para ampliação da base de matéria-prima a ser utilizada pela futura unidade fabril da empresa e o desenvolvimento da cultura florestal entre os produtores. Os gastos com implantação e manutenção da floresta são de total responsabilidade da International Paper e convertidos em percentual de madeira em favor dela. Também é garantida a compra do volume de madeira pertencente ao produtor, a preços de mercado. Os custos de corte, carregamento e transporte são da empresa. (ADS Assessoria de Comunicação, 14/12) |
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www.defesabiogaucha.org/noticias/not14122005.htm