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20/12/2005 Ocorreu ontem (20/12), na Fepagro Florestas, no distrito de Boca do Monte, a inauguração de investimentos no valor de R$ 160 mil. O principal deles é o Laboratório de Cultura de Tecidos, que terá capacidade para clonar mudas de plantas nativas e exóticas. Também serão inaugurados uma estufa com capacidade para 500 mil mudas e um galpão para suprir a sua produção. Do montante investido, cerca de R$ 120 mil são oriundos de receitas próprias da Fepagro (Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária) e o restante foi captado em parcerias. Outros R$ 50 mil, em recursos da Caixa-RS, já estão assegurados para o Laboratório de Cultura de Tecidos. O investimento é de alta tecnologia, mas a técnica de clonagem de plantas já é algo relativamente antigo, do início do século XX, como explica a engenheira florestal Rita Sobrosa Trento. A técnica também é conhecida como micropropagação , pois permite em um ambiente pequeno de laboratório a produção de milhares de novas mudas a partir de um único modelo. A cultura de tecidos já é usada pela própria Fepagro, num laboratório em Porto Alegre. As diferentes espécies de eucalipto, pela sua importância econômica, terão prioridade na pesquisa e produção do laboratório. Mas as técnicas de clonagem (também conhecidas como protocolo ) de outras espécies nativas e exóticas, como, por exemplo, a acácia-negra, também serão pesquisadas. No momento, Rita Trento é a única pesquisadora que trabalha no laboratório, mas nos próximos meses estagiários da UFSM também devem trabalhar no local. A clonagem é uma técnica mais apropriada para a produção em grande escala. No Estado, ela é usada essencialmente na produção de eucalipto, sendo muito utilizada por grandes empresas. A pesquisadora enumera a rapidez e a qualidade genética entre as principais vantagens da produção de mudas através da clonagem. Um dos grandes problemas na clonagem vegetal é encontrar o protocolo específico de cada espécie. Um protocolo específico de uma determinada espécie não pode ser aplicado diretamente a outra. O Laboratório de Cultura de Tecidos da Fepagro em Santa Maria está atualmente em fase inicial de pesquisa. Para garantir o início dos trabalhos na cidade, a fundação já adquiriu 400 mil tubetes. (A Razão, 20/12) |
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www.defesabiogaucha.org/noticias/not20122005p1.htm