Ponsee fabricará máquinas para área florestal no Brasil

26/12/2005

      O constante crescimento do segmento de florestas plantadas no Brasil, onde os investimentos em expansão estão projetados em US$ 20 bilhões até 2014, levou a multinacional finlandesa Ponsse Oyj a escolher o país para ancorar seu projeto global de ampliação da produção de máquinas para extração de madeira.

      Nesse sentido, a empresa acaba de arrendar um terreno em Mogi das Cruzes (SP) e já iniciou ali a instalação de sua plataforma para a produção mundial de cabeçotes processadores de eucaliptos. Será a primeira do gênero no país. Também conhecido como harvester, o equipamento faz o corte e o desbaste da madeira.

      Com posição sedimentada entre as maiores fabricantes mundiais de equipamentos para colheita de pinus (madeira muito utilizada na Europa), a Ponsse Oyj passou a explorar o mercado de máquinas para eucalipto neste ano, a partir da compra da também finlandesa Lako, então líder global no nicho. Do eucalipto é extraída uma madeira mais fina, que precisa ter a casca extraída para ser utilizada pelas indústrias de celulose.

- Escolhemos o Brasil para produzir as linhas anunciadas tendo em vista o grande potencial de expansão da produção de eucaliptos no país e também no Chile, Uruguai e Argentina - afirma Claudio Costa, presidente da Ponsse para a América Latina.

      Costa lembra que uma série de projetos de produção de madeira a partir de florestas plantadas foram anunciados recentemente no Mercosul. Entre eles ele cita a construção de fábricas de celulose na Argentina pela também finlandesa Metsae-Botnia e pelo grupo espanhol Ence, e aportes da sueca-finlandesa Stora Enzo na exploração de eucaliptos no Brasil e Uruguai.

      Segundo a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (Abraf), em 2005 foram plantados 600 mil hectares de eucaliptos e pinus no país, 20% mais que em 2004. A área total, com isso, chegou a 5,5 milhões de hectares. Esse mercado, segundo a Abraf, movimenta US$ 17 bilhões por ano no Brasil.

      Levantamento da STPC Engenharia de Projetos aponta que o consumo nacional de madeira chega a 130 milhões de metros cúbicos por ano, voltados sobretudo à produção de celulose e móveis. Do total, os eucaliptos respondem por 80 milhões de metros cúbicos.

      Marco Tuoto, gerente de planejamento e controle de operações da STPC, diz que no Brasil (que responde por 3% do comércio mundial de produtos florestais), 40% da colheita é mecanizada e há entre 250 e 300 harvesters em uso pelas indústrias. Na Finlândia (que tem participação de 8% no mercado global), 95% da colheita é mecanizada e são utilizadas em torno de 2 mil máquinas para a colheita.

      Segundo a STPC, as máquinas florestais devem movimentar até R$ 210 milhões em 2005 - 45% do total em máquinas de corte.

      Costa, da Ponsse, diz que o lançamento mundial da linha de harvesters para eucalipto será em março. A capacidade de produção da fábrica ainda é mantida em sigilo. A meta, segundo ele, é desenvolver também outros produtos no longo prazo.

      Costa diz que a Ponsse produzirá apenas os harvesters. As escavadeiras que carregam o equipamento ficarão a cargo de uma montadora sueca com fábrica no Brasil, cujo nome não foi revelado. A mesma empresa fará a distribuição das máquinas dos finlandeses.

      Costa diz que cada cabeçote custa, em média, US$ 100 mil. Com a escavadeira, o conjunto chega a custar US$ 300 mil. A múlti também pretende comercializar carregadeiras (forwarders), que transportam as toras de madeira.

      Costa foi convidado para trabalhar na Ponsse em maio, depois de 20 anos na Valtra. Esta pertencia à finlandesa Kone e foi comprada pela americana AGCO em 2003. A Ponsse é uma empresa de capital aberto, com ações negociadas na bolsa de Helsinki. Nos nove primeiros meses do ano fiscal 2005, seu faturamento global cresceu 27,6% sobre o mesmo período de 2004, para 166,8 milhões. O lucro operacional, por sua vez, subiu 47,2% na mesma comparação, para 19,5 milhões. A internacionalização começou em 2003, e hoje há filiais na Suécia, Noruega, França, Reino Unido, Rússia, EUA e Brasil. (Valor Online, 26/12)

 

Florestamento tem novos argumentos

26/12/2005

      Mais um argumento para incentivar quem pensa em entrar na onda do florestamento e do reflorestamento que toma conta da Metade Sul do Rio Grande do Sul. O metro cúbico de madeira reflorestada custa US$ 47 na Filândia, enquanto aqui sai por US$ 20. O plantio anual de pinus é de 20 mil hectares e o consumo chega a 67 mil hectares. O negócio florestal é tão bom que o Banif Primus Banco de Investimento vai lançar R$ 2 milhões de Cédulas de Produto Real Florestal para investidores institucionais e estrangeiros. O produtor venderá antecipadamente, receberá no ato e o título será negociado no mercado. (Danilo Ucha, JC, 26/12)

 

E para dar início ao Programa de Relacionamento com as Comunidades...

26/12/2005

      ...a Stora Enso realizou uma verdadeira peregrinação pelos municípios que compõem sua atual base florestal. No total, cerca de 370 moradores assistiram a apresentação do diretor florestal da empresa, João Borges, que detalhou o projeto e respondeu às dúvidas dos moradores. A questão que surgiu em todas as cidades foi quando e onde será instalada a fábrica? Segundo o representante da empresa, a definição do local não deverá ser anunciada antes de 2008, já que nos próximos dois anos será feito um estudo técnico aprofundado sobre as características de cada município para a instalação de uma planta industrial. (Danilo Ucha, JC, 26/12)

 

Veracel comenta multa do Ibama

26/12/2005

celuloseonline

      26/12/2005 - O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) divulgou na última quinta-feira, uma suposta multa à Veracel Celulose por crime ambiental, praticado no sul da Bahia. Segundo a nota, a companhia foi multada em R$ 320 mil, por dificultar a regeneração natural de florestas da Mata Atlântica, em 1.200 hectares. A Veracel não confirma a informação.

      Em comunicado, a Veracel diz não ter conhecimento da atuação do IBAMA. "Até o presente momento não chegou a esta empresa qualquer tipo de comunicado oficial. A posição da Veracel é de perplexidade pela maneira como o assunto foi divulgado".

      Segundo o Ibama, a ação da Veracel foi enquadrada na Lei de Crimes Ambientais, de 1998, através de análises de imagens de satélite e informações georeferenciadas sobre as áreas pertencentes às empresas de celulose que atuam na região, fornecidas pelo Ministério Público.

      A Veracel informou que o conteúdo do documento divulgado no site do Ibama carece de veracidade e são contrários aos compromissos e práticas da Veracel na área de sustentabilidade, notadamente aquelas relativas à preservação e regeneração da Mata Atlântica. "Assim que a Veracel receber o comunicado oficial tomará as providências legais cabíveis, na defesa de seus direitos e legítimos interesses", finalizou.

 

RS comemora conquistas de 2005

26/12/2005

      O ano de 2005 foi de conquistas para a região, segundo avaliam dirigentes de entidades representativas como a Associação dos Municípios da Zona Sul (Azonasul) e Corede-Sul. Citam que uma delas foi a instalação da fábrica da Votorantim Celulose e Papel (VCP). A implantação de empresa de construção de plataformas no Porto de Rio Grande e a possibilidade de estaleiros, assim como o fortalecimento do setor de fruticultura, principalmente na produção de uvas, que trazem novo ânimo à Zona Sul, também foram lembrados.

      O presidente da Azonasul, Francisco Luçardo, considera que a negativa anunciada pelo estaleiro Aker Yards não desanimará as lideranças que buscam novos investimentos à região. "Na minha opinião, a situação será contornada e teremos novos desdobramentos sobre esse assunto.

      Além do mais, outras empresas menores já estão instaladas no Superporto de Rio Grande e desenvolvem atividades significativas nessa área", salientou. Luçardo, porém, admite que o ano foi difícil, de muita crise. Por outro lado, de muito trabalho, que trouxe novas perspectivas para o desenvolvimento da região. Por isso sua avaliação é positiva.

      Destaca as atividades desenvolvidas pela Azonasul em benefício da qualificação da gestão pública municipal dentro das 22 prefeituras associadas, a implementação de assessorias técnicas e a integração entre a entidade e o Corede-Sul.

Fonte: Diário Popular

Outras notícias
Página inicial

www.defesabiogaucha.org/noticias/not26122005.htm