|
|
![]() Áreas de monocultivos de árvores exóticas desequilibram o ecossistema, propiciam um ambiente favorável para o estabelecimento, desenvolvimento e crescimento populacional de algumas espécies e podem exterminar outras. Em algumas áreas do Espírito Santo o número de cupins nas plantações de eucalipto cresceu tanto que eles passaram a se alimentar nas casas das comunidades do entorno (Overbeek, 2005). No Uruguai foi verificado um aumento na população ratos e cobras (Filipini, 2005). A população fica sujeita a maior incidência de doenças como antavirose e leptospirose. Em outras áreas foi verificado grande número de mosquitos e aranhas. Já nos chamados "desertos verdes" a aplicação de veneno é tamanha que nenhum tipo de animal ou planta é encontrado (Overbeek, 2005). Segundo De'Nadai, o manejo, corte das árvores e processo para produção de celulose gera problemas de saúde aos funcionários das empresas. Em 2004 dezenas de ex-trabalhadores com graves problemas de saúde se uniram no Espirito Santo em busca de seus direitos formando o Movimento dos Mutilados da Aracruz celulose. Durante os anos de permanência no Estado funcionários da Empresa se contaminaram pelo uso de pesticidas e outros foram mutilados durante o corte das árvores. Dentre os tipos de acidentes e doenças ocupacionais registradas em um dossiê do Movimento está:
Segundo os autores, hoje em dia, a exposição dos funcionários aos riscos de acidentes de trabalho mudou na Aracruz, principalmente devido a mecanização das atividades. Os trabalhos, como o de motosserrista, são cada vez mais escassos dentro da empresa, mas permanecem nas áreas de fomento florestal. O principal problema de saúde dos trabalhadores no campo continua sendo a aplicação de agrotóxicos. As populações vizinhas às plantações são atingidas pelo uso de agrotóxicos. A contaminação se dá tanto pelo vento no momento da aplicação, tanto pela água que torna-se contaminada. No Espírito Santo os rios e córregos que eram utilizados para lavar a roupa, de onde se tirava água para beber e no qual se pescava, estão na maioria contaminados, forçando as famílias a se deslocarem para conseguir água potável (De'Nadai). Na fazenda Pitangueira, no município de Piratini, RS, os funcionários do sítio vizinho a uma plantação tiveram que ser internados devido ao uso de glifosato nos plantios de eucaliptos (Caringi, 2005). Não só as águas superficiais ficam contaminadas como também as águas subterrâneas, sendo que a presença de glifosato já foi registrada em água de poço a 6 metros de profundidade no município de Candiota, RS. |
|