O terror das exóticas:
A AMEAÇA AO BIOMA PAMPA
DESTRUIÇÃO DA ÁREA AGRICULTÁVEL
ARENIZAÇÃO DOS SOLOS FÉRTEIS
ESCASSEZ DE ÁGUA
AMEAÇA À SAÚDE DA POPULAÇÃO
AUMENTO DE "PRAGAS"
PERDA DA BIODIVERSIDADE
EXTINÇÃO DAS PLANTAS
EXTINÇÃO DE ANIMAIS
A LUTA PELAS TERRAS
A FALÁCIA DO MERCADO DE CARBONO
A FALÁCIA DA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA
A FALÁCIA DA DEMANDA POR MADEIRA BRASILEIRA
A FALÁCIA DA CERTIFICAÇÃO
REFERÊNCIAS
PERDA DA BIODIVERSIDADE

         A Convenção Sobre Diversidade Biológica, assinada por 156 países incluindo o Brasil durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio, 1992) prevê áreas prioritárias para conservação.

         Durante o ano de 1998 uma equipe de cerca de cem pesquisadores foi mobilizada pelo Ministério do Meio Ambiente para verificar áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica e Campos Sulinos. Após um árduo trabalho foram apontadas cinco áreas importantes para a conservação nos campos sulinos, hoje Bioma Pampa (MMA, 2000). As empresas de celulose estão comprando e plantando árvores exóticas justamente nestas áreas prioritárias para conservação.

         De acordo com a Convenção da Biodiversidade e com legislação brasileira, Lei de Proteção da Fauna (N.5197, 3 janeiro de 1967), Lei de Crimes Ambientais (N.9.605, 12 de fevereiro de 1998), os animais silvestres deveriam ser protegidos. O dano ou assassinato dos animais, segundo a legislação, é crime. A utilização de agrotóxicos e medidas de combate aos insetos e fungos que danificam a plantação levam a morte e danos a fauna, não só local como no raio da pulverização do químico. Em Bagé foi relatado que em uma dist&ancirc;ncia de 200 metros ocorreu a morte de 17 tatus e 20 mulitas, após a aplicação do veneno (Gonçalves, 2005).

         Pela legislação a água é considerada um bem público, constituindo crime a contaminação. Visando a proteção do recurso hídrico o Código Florestal prevê, na região da campanha uma faixa de conservação 30 metros para arroios, córregos, sangas, e 50 metros para olhos d'água. As monoculturas de árvores exóticas não respeitam essas distâncias, pondo em risco toda a vida associadas a esses cursos d'água. No Município de Pinheiro Machado os plantios estão a beira do arroio que abastece a barragem d'água da população. Uma ação Ministério Público apontando o problema e solicitando maior cautela foi barrada em segunda instância, em Porto Alegre, mostrando claramente que os interesses das empresas prevalecem sobre os direitos da população e sobre a biodiversidade.

  
Página inicial
www.defesabiogaucha.org/terror/terror07.htm