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No Bioma Pampa, como um todo, incluindo Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai estão espécies sensíveis às alterações e indicadoras das condições do ambiente: as 24 espécies de aves ameaçadas de extinção, as 10 espécies de aves que migram desde a América do Norte, como o batitu, as cinco espécies de mamíferos ameaçadas de extinção, como o gato montês, o gato do mato, o lobo-guará e o puma (BirdLife). Nos outros países que compõe o Bioma os animais já tem sua existência comprometida, em especial as aves migratórias que utilizam áreas abertas de campo como habitat para nidificação. Os Campos Sulinos abrigam pelo menos 102 espécies de mamíferos (cinco delas endêmicas), 476 espécies de aves (duas endêmicas, a saber, Scytalopus iraiensis e Cinclodes pabsti - pedreiro) e 50 espécies de peixes (12 endêmicas). Dados preliminares, indicam que cerca de 89 espécies de mamíferos (17% das espécies com ocorrência no Brasil) têm suas distribuições geográficas restritas aos biomas Mata Atlântica e Campos Sulinos considerados em conjunto (MMA, 2000). A existência destas espécies é comprometida pela expansão das monoculturas de árvores exóticas. A expansão da monocultura de árvores exóticas pode ser responsável pelo declínio e até mesmo a extinção de 26 espécies da fauna dos campos gaúchos, algumas destas endêmicas e ameaçadas de extinção como o ratão-do-banhado, Ctenomys flamarioni. Isto significa que das 250 espécies de animais em processo de extinção no Rio Grande do Sul (não considerando as 11 extintas ou provavelmente extintas), cerca de 10% estão ameaçadas pelos plantios de árvores exóticas. (NAT). O réptil lagartinho-pintado e as aves noivinha-de-rabo-preto, caminheiro-grande, caboclinho-de-barriga-preta e veste-amarela correm risco de desaparecer em função do megaprojeto do governo gaúcho de expandir a área de plantações comerciais de árvores na metade sul e no nordeste do Estado. Estes animais, sendo exclusivos destas regiões de campos ensolarados, não se adaptam ao novo ambiente de plantações de árvores que é sombrio. Nos campos de cima da serra o alastramento de Pinus já tem comprometido a sobrevivência de muitas espécies. Podendo resultar na extinção das mesmas em uma década (Bencke, 2005). Overbeek (2005) destaca que no interior das grandes plantações de árvores exóticas não se encontram animais, por isso mesmo é que essas monoculturas são chamadas de desertos verdes. |
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