O terror das exóticas:
A AMEAÇA AO BIOMA PAMPA
DESTRUIÇÃO DA ÁREA AGRICULTÁVEL
ARENIZAÇÃO DOS SOLOS FÉRTEIS
ESCASSEZ DE ÁGUA
AMEAÇA À SAÚDE DA POPULAÇÃO
AUMENTO DE "PRAGAS"
PERDA DA BIODIVERSIDADE
EXTINÇÃO DAS PLANTAS
EXTINÇÃO DE ANIMAIS
A LUTA PELAS TERRAS
A FALÁCIA DO MERCADO DE CARBONO
A FALÁCIA DA GERAÇÃO DE EMPREGO E RENDA
A FALÁCIA DA DEMANDA POR MADEIRA BRASILEIRA
A FALÁCIA DA CERTIFICAÇÃO
REFERÊNCIAS
A LUTA PELAS TERRAS

         Comunidades tradicionais, como populações indígenas, quilombolas e camponesas têm direitos que estão garantidos por Leis Internacionais. Entretanto, o respeito a este direito não é exercido. As corporações escolhem justamente áreas onde a população tem pouco força política para instalar seus empreendimentos. O que levou, inclusive, ao conceito de racismo ambiental (FASE, 2005). Assim as terras com potencial para reforma agrária, ou pertencentes a índios e quilombolas, mas ainda não legalizadas judicialmente, são vendidas para as grandes corporações. E o que antes abasteceria pequenas famílias servirá para abastecer os bolsos do capital internacional.

         Segundo o Movimento Negro Unificado (2005), no Rio Grande do Sul temos cerca de 200 comunidades quilombolas, sendo 20 na região da campanha, o que representa 35.000 ha de terras ainda não tituladas. Algumas destas áreas já estão sendo invadidas pelos plantios.

         As plantações de árvores exóticas tem sido divulgadas pelo poder público como a única alternativa para sair da crise em que se encontra o setor primário. Empréstimos estão sendo concedidos pelo Banco (BNDES) para o plantio das árvores a juros baixos, tendo como garantia bens e imóveis, que pode ser a terra. Caso o projeto não saia bem o proprietário corre o risco de perder seus bens aumentando os bolsões de pobreza das cidades.

  
Página inicial
www.defesabiogaucha.org/terror/terror10.htm