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Comunidades tradicionais, como populações indígenas, quilombolas e camponesas têm direitos que estão garantidos por Leis Internacionais. Entretanto, o respeito a este direito não é exercido. As corporações escolhem justamente áreas onde a população tem pouco força política para instalar seus empreendimentos. O que levou, inclusive, ao conceito de racismo ambiental (FASE, 2005). Assim as terras com potencial para reforma agrária, ou pertencentes a índios e quilombolas, mas ainda não legalizadas judicialmente, são vendidas para as grandes corporações. E o que antes abasteceria pequenas famílias servirá para abastecer os bolsos do capital internacional. Segundo o Movimento Negro Unificado (2005), no Rio Grande do Sul temos cerca de 200 comunidades quilombolas, sendo 20 na região da campanha, o que representa 35.000 ha de terras ainda não tituladas. Algumas destas áreas já estão sendo invadidas pelos plantios. As plantações de árvores exóticas tem sido divulgadas pelo poder público como a única alternativa para sair da crise em que se encontra o setor primário. Empréstimos estão sendo concedidos pelo Banco (BNDES) para o plantio das árvores a juros baixos, tendo como garantia bens e imóveis, que pode ser a terra. Caso o projeto não saia bem o proprietário corre o risco de perder seus bens aumentando os bolsões de pobreza das cidades. |
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